Você sente estufamento, barulhos na barriga ou desconforto abdominal frequente?
Esses sinais podem estar relacionados ao excesso de gases intestinais, uma queixa comum, mas que muitas vezes causa dúvidas e até constrangimentos.
Embora possa parecer apenas um incômodo passageiro, esse acúmulo pode indicar desequilíbrios no sistema digestivo e está frequentemente associado a hábitos alimentares ou alterações na saúde intestinal.
Se você está em busca de uma digestão mais leve e quer entender quando os gases merecem atenção, este conteúdo vai te ajudar a reconhecer as causas e descobrir formas seguras de aliviar o desconforto.
Tópicos deste conteúdo
- O que são gases intestinais e quando merecem atenção
- Causas comuns do excesso de gases e distensão abdominal
- Como aliviar os gases com ajustes na alimentação e rotina
- Exames para investigar gases
- Por que evitar dietas restritivas sem orientação
O que são gases intestinais?
Os gases fazem parte do funcionamento natural do corpo.
Eles se formam principalmente durante o processo de digestão, a partir da fermentação dos alimentos no intestino. Normalmente, são eliminados pela boca (arroto) ou pelo ânus (flatulência). Parte deles também pode ser absorvida pelo intestino e eliminada pela respiração.

Estima-se que uma pessoa elimine entre 13 e 21 vezes ao dia, totalizando cerca de 0,5 a 1,5 litro de gás, o que é considerado normal.
O problema surge quando há produção excessiva, gases com cheiro muito forte e ruim e dificuldade na eliminação, resultando em inchaço, distensão abdominal e desconforto. Nesses casos, é importante investigar as causas.
Causas comuns do excesso de gases e distensão abdominal
O excesso de gases pode estar relacionado a diferentes fatores, incluindo:
- Alimentação inadequada: o consumo de alimentos ricos em FODMAPs (carboidratos fermentáveis) aumenta a fermentação intestinal.
- Mastigação rápida: comer depressa e falar durante as refeições favorece a entrada de ar.
- Uso de canudos e chicletes: ambos contribuem para a ingestão de ar, aumentando o volume de gases.
- Disbiose intestinal: o desequilíbrio da microbiota pode intensificar a fermentação e o desconforto abdominal.
- Intolerâncias alimentares: intolerância à lactose e sensibilidade ao glúten estão entre as causas mais frequentes.
- Supercrescimento bacteriano (SIBO): excesso de bactérias no intestino delgado aumenta a fermentação dos alimentos.
- Síndrome do Intestino Irritável (SII): pode causar inchaço e cólicas.
- Doença Celíaca: em pessoas com doença auto-imune com reação ao consumo de glúten, provoca inflamação intestinal e flatulência.
- Doenças inflamatórias intestinais: como Doença de Crohn e retocolite ulcerativa, que alteram a absorção e favorecem o acúmulo de gases.
Existe algum exame para diagnosticar o excesso de gases?
Em muitos casos, o diagnóstico começa com uma avaliação clínica detalhada. O profissional de saúde analisa o histórico do paciente e identifica hábitos alimentares, sintomas associados e possíveis desequilíbrios digestivos.
Quando necessário, podem ser solicitados exames complementares, como:
- Testes de intolerância à lactose, frutose e sorbitol
- Pesquisa de Doença Celíaca
- Teste de SIBO (supercrescimento bacteriano)
- Exames para doenças inflamatórias intestinais
Identificar a causa é fundamental para direcionar o tratamento e evitar medidas que apenas mascaram o problema.
Se o desconforto for persistente ou acompanhado de outros sinais, como intestino preso, diarreia ou deficiências nutricionais, procure um médico ou nutricionista especialista em saúde intestinal.
Como aliviar os gases?
O primeiro passo é entender o que está provocando o problema. Algumas medidas simples podem trazer alívio:
- Ajuste alimentar: adotar uma dieta antifermentativa, com redução de alimentos ricos em FODMAPs, pode ajudar. Evite cebola, alho, feijões, couve-flor e derivados do leite com lactose.
- Uso de enzimas digestivas: a alfagalactosidase auxilia na digestão de carboidratos fermentáveis, diminuindo a formação de gases.
- Tratamento da causa: em casos de intolerâncias, SIBO ou SII, o tratamento deve ser individualizado.
- Carvão ativado: pode auxiliar no alívio dos gases, mas seu uso contínuo não é recomendado, pois pode reduzir a absorção de nutrientes.
- Remolho de leguminosas: antes do preparo de feijões e grãos, o remolho ajuda a eliminar substâncias que causam gases.
- Chás digestivos: infusões de capim-limão, hortelã, carqueja, louro com alecrim e gengibre têm ação calmante e auxiliam na digestão.
Receita de chá de louro com alecrim

Ingredientes:
- 1 ramo de alecrim fresco ou seco
- 3 folhas de louro
- 250 ml de água
Modo de preparo:
Leve a água e as ervas ao fogo até ferver. Tampe, deixe descansar por 5 minutos, coe e consuma morno.
Evite dietas restritivas sem orientação
Dietas muito restritivas, sem acompanhamento profissional, podem agravar o problema e causar deficiências nutricionais.
Antes de retirar alimentos por conta própria, busque a orientação de um nutricionista especializado, que vai identificar as causas e ajustar a alimentação de forma segura e personalizada.
Se os gases intestinais são frequentes e causam incômodo, não ignore os sinais do seu corpo. Com avaliação adequada e pequenas mudanças na rotina, é possível recuperar o conforto e o equilíbrio digestivo.
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