Remolho de Leguminosas: como fazer do jeito certo e melhorar a digestão

Se você costuma sentir desconforto ao consumir feijão, lentilha ou grão-de-bico, o problema pode não estar nas leguminosas, mas no modo de preparo

Para que isso não aconteça, o ideal é que seja feito o remolho, etapa simples e que muitas vezes é ignorada, mas é essencial para melhorar a digestão, reduzir gases e aumentar a absorção de nutrientes.

Neste artigo, você vai entender por que o remolho faz diferença na saúde intestinal e como realizá-lo corretamente no dia a dia, garantindo mais conforto e equilíbrio digestivo.

 

Falaremos neste conteúdo:

  • O que é o remolho e por que ele é importante
  • Como fazer o remolho corretamente
  • Como fazer remolho rápido para quem não tem tempo
  • O que fazer e o que evitar no remolho

 

O que é o remolho e por que ele é importante?

As leguminosas, como feijão, lentilha, grão-de-bico e ervilha, são ricas em proteínas, fibras, ferro e outros nutrientes essenciais para uma alimentação equilibrada. Apesar de serem alimentos altamente nutritivos, muitas pessoas evitam o consumo por causa de sintomas como gases, inchaço e desconforto abdominal.

O remolho é uma prática simples que pode mudar completamente essa experiência. Ele consiste em deixar os grãos de molho em água por algumas horas antes do cozimento

Por que fazer o remolho?

Essa etapa ajuda a eliminar substâncias chamadas de fatores antinutricionais, como fitatos e oligossacarídeos, que reduzem a absorção de minerais e aumentam a fermentação intestinal.

Ao descartar a água do remolho e substituí-la antes de cozinhar, você reduz significativamente essas substâncias, melhora a digestão e torna o consumo de leguminosas muito mais leve e benéfico para o intestino.

 

Como fazer o remolho corretamente

O tempo ideal varia conforme o tipo de leguminosa, mas o processo é simples e exige apenas alguns cuidados.

Tempo recomendado:

  • Feijão, grão-de-bico e ervilha seca: entre 8 e 12 horas
  • Lentilha: cerca de 2 horas, pois períodos mais longos podem fazer com que o grão se desmanche.

Passo a passo

  1. Deixe a leguminosa de molho

Coloque os grãos em um recipiente com água suficiente para cobri-los totalmente.

Se possível, adicione uma colher de vinagre ou algumas gotas de limão, que ajudam a potencializar a eliminação das substâncias que dificultam a digestão.

  1. Troque a água durante o processo

O ideal é manter o remolho por pelo menos 12 horas, trocando a água de 2 a 3 vezes. Essa troca é essencial para remover os fatores antinutricionais.

Uma dica prática é iniciar o processo à noite, trocando a água antes de dormir, pela manhã e novamente antes do preparo.

  1. Descarte a água

Nunca reutilize essa água no cozimento. Ela contém os compostos responsáveis por causar gases e pode reduzir a absorção de ferro, zinco e cálcio.

 

Mas, e se eu não tiver tempo para um remolho longo?

Se esquecer de deixar os grãos de molho, existe uma alternativa rápida.

Basta ferver os grãos por alguns minutos, descartar essa água e adicionar água limpa para o cozimento.

Essa técnica reduz parte dos fatores antinutricionais e diminui o tempo de preparo, tornando o consumo mais leve e melhor para a saúde digestiva.

 

Cuidados e lembretes importantes

  • Nunca reutilize a água para cozinhar, pois ela contém substâncias que aumentam a produção de gases.
  • Evite deixar os grãos de molho por mais de 24 horas, pois isso pode iniciar o processo de fermentação.

Com pequenos ajustes na rotina, é possível continuar consumindo feijão, lentilha, grão-de-bico e ervilha sem desconforto, aproveitando todos os benefícios que as leguminosas oferecem à saúde intestinal e ao equilíbrio do organismo.

Se você sente desconfortos digestivos com frequência, um acompanhamento nutricional especializado pode te ajudar a identificar os alimentos que mais favorecem o seu corpo e adaptar sua alimentação para uma digestão leve e saudável.

 

Agende sua consulta e descubra como cuidar da sua saúde intestinal com orientação profissional.

 

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Referências:

Silva MR, Silva MAAP. Aspectos nutricionais de fitatos e taninos. Rev Nutr [Internet]. 1999;12(1):21–32.

 

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